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15 de setembro de 20261 min de leitura

Capoeira, candomblé e carnaval: a cultura viva de Salvador

Salvador concentra a maior herança cultural africana das Américas — e a transformou em luta, fé, música e festa.

Capoeira, candomblé e carnaval: a cultura viva de Salvador

Capoeira

Criada por africanos escravizados como resistência disfarçada de dança, mistura luta, música e ginga ao som do berimbau. Desde 2014 é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade — e há rodas ao ar livre no Pelourinho todos os dias.

Candomblé

Religião afro-brasileira nascida em Salvador a partir da fé trazida por povos africanos, cultua os orixás em terreiros espalhados pela cidade. Resistiu a séculos de perseguição e é hoje parte reconhecida da identidade baiana.

Carnaval

O maior carnaval de rua do mundo, segundo o Guinness, reúne milhões de pessoas nos circuitos Barra–Ondina e Campo Grande. Foi aqui, em 1950, que nasceu o trio elétrico — e é aqui que desfilam os blocos afro Ilê Aiyê e Olodum.

Música

Do samba-reggae ao axé dos anos 1980 e 90, Salvador exporta ritmo para o Brasil inteiro. É terra de Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Artesanato e fé popular

Rendas, balangandãs e as fitinhas do Bonfim são parte do artesanato local. Festas como a Lavagem do Bonfim (janeiro) e a Festa de Iemanjá (2 de fevereiro, no Rio Vermelho) misturam catolicismo, candomblé e celebração popular.

A primeira capital do Brasil, viva em cada esquina

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